Perception.

Estreou uma nova série no AXN às segundas-feiras à noite chamada Perception. Estava com alguma curiosidade em assistir ao primeiro episódio, não tanto pelo espectáculo em si. As minhas irmãs avisaram-me que seria algo do género d' O Mentalista. Não posso dizer que gosto ou não gosto desta série, porque nunca consegui ver um episódio até ao final. Mal aparece a assistente ou lá o que é aquilo que anda atrelada ao bonitão do protagonista, com aquela voz sinusítica e olhos embaciados, eu desligo. De seu nome Teresa Lisbon, traz-me muito más recordações. Ora, eu conheço uma Teresa aqui de Lisboa que é do mais parva que há [não, irmãos, não se trata da "nossa" Teresa]. Mas mesmo que lhe tivessem dado outro nome que me agradasse mais, como Constança ("Oh 'Tançaaaaaaaaa!!!!"), eu não iria com a cara dela porque me enjoa. Acho a mulher irritante, estúpida e em boa a hora a assassinaram no Prison Break. Infelizmente, fizeram-no para ela migrar para O Mentalista, salvando-se assim apenas uma série. "First World Problems", como diria o meu amigo Migas....

De cada vez que vi os cartazes na rua anunciando a nova série da AXN, lembrei-me sempre disto:



Will & Grace. Provavelmente uma das melhores séries de comédia que já vi em televisão. Se nunca viram, estão proibidos de voltar a este blogue porque não reúnem os requisitos necessários para compreender o meu sentido de humor, cimentado pelas aventuras e desventuras de Will, Grace, Jake e, claro, Karen Walker! Isto sem contar com as personagens que saíram desta série também. Sim, estou a falar de ti, Alec Baldwin/Agent Malcolm/Jack Donaghy!!!

Agora queria verificar se em Perception, Eric McComarck mantinha alguns tiques de Will. Aqui ele representa um brilhante neuropsiquiatra que lecciona na faculdade e actua como consultor do FBI em alguns casos mais complicados, ao mesmo tempo que se debate com os vários sintomas da esquizofrenia de que sofre: alucinações, vozes, paranóia. Lembram-se de Uma Mente Brilhante? É o mesmo género, sem o grande amor da vida dele a contrabalançar a loucura. Aqui, o Dr. Daniel Pierce socorre-se de um assistente que o obriga a respeitar as rotinas e dieta que lhe pautam a existência, obrigando-o a manter-se concentrado e a escapar è medicação que, aparentemente, o constrange. Também tem um amigo imaginário lá pelo meio, mas não digo quem é, e a side-kick do FBI é bastante menos irritante do que a Lisbon do Mentalista, digo mesmo, fofinha (só para verem que eu não embirro por embirrar...).

Gosto desta dinâmica do génio louco (do qual todos temos um pouco) e a série, à partida, parece-me bastante bem conseguida. Não é o novo House nem dificilmente se tornará numa série de culto, tipo Lost, mas entretém melhor do que muita porcaria que por aí anda, cinema incluído. No entanto, entre as excentricidades do Professor e os enigmas a resolver pelo FBI, espero que a indústria televisiva lhes dê uma chance e os chame para uma segunda temporada.


Comments

  1. Gostava tanto do Will&Grace!
    Tenho tantas saudades!
    Era do melhor!

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  2. Will & Grace, Dharma & Greg... *sigh

    :)

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    1. Dharma & Greg!!!!! Oh, que saudades!!! És rapariga de bom gosto, sim senhora! ;)

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