Zumba!!!

Para o que me havia de dar estes dias... Logo eu que sou tudo menos exercício físico, quero é sopas e descanso, e que só me arrasto para o ginásio se estiver prestes a rebentar de stress... No entanto, outro dia estava cá por casa para lá de aborrecida e lembrei-me de dar uso ao steper, mas antes quis fazer um aquecimento rápido. Encontrei uns vídeos engraçados no Pinterest e comecei a tentar seguir os passos da instrutora de Zumba. Bom, vamos por partes. Eu adorei, acho que fiquei viciada. No final do dia doía-me da ponta do dedão do pé ao cabelo mais fino. Aquela sensação de não estar a fazer exercício quando se está realmente a puxar pelo corpo, é encantadora. Geralmente limito-me a umas corridas fugazes na passadeira, enquanto mudo de músicas no meu iPod e aguardo por um ataque cardíaco (nunca contei que sou um bocadinho hipocondríaca?). Ou então aqueles longos passeios na bicicleta estática, como se tivesse todo o tempo do mundo e me encontrasse à beira do rio, um pôr do sol lindo ao fundo... ao mesmo tempo que espreito blogues de receitas pelo telemóvel (e já contei também que sou uma esfomeada?). O que eu gosto mesmo é de voltar do ginásio, aquela sensação de que o trabalho está feito, estou um bocadinho cansada mas não muito que não já não tenho idade para as Olimpíadas, o stress ao longe, a sensação de dever cumprido e de que nos próximos dias posso evitar aquele espaço demoníaco de consciência mais tranquila.
No entanto, com o Zumba não foi nada assim. Comecei com um vídeo, percebi que aquelas mulheres levavam anos de avanço naquelas pernas musculadas e coordenadas. Experimentei um segundo com os passos básicos, não me saí mal. Misturam-se movimentos de salsa, com reggaeton, a colombiana cumbia e umas caipirinhas. Abanam-se as ancas, todos para a esquerda, todos para a direita como no filme d' "O Rei Leão", roda, volta ao mesmo sítio. Mandam-me juntar os braços e pronto, lá se vai a coordenação. O braço esquerdo puxa-me para a direita, a perna direita para a frente, o ritmo pede-me que abane as ancas e lá se vai o equilíbrio. Mudei para esta aula de iniciados. Ao fim de 7 minutos pensei, "bolas, ainda bem que já cheguei ao final!" Mas não, ainda faltava metade. Descobri que o ideal é não olhar demasiado para o que a instrutora está a fazer, caso contrário desmotivo-me e desconcentro-me. É ouvir a música, deixar-me levar e quando dou conta, já exercitei bícepes, trícepes, glúteos, abdominais e já não sei mais nomes de músculos que me doam.
O que me vale é que não tenho espelhos na sala e estava por casa sozinha. Caso contrário não voltaria a praticar a arte de dançar zumba, porque acho mesmo que se me tivesse visto naquelas figuras, perceberia que estava mais perto de me parecer com uma galinha epiléptica do que com uma sensual latina. Quem sabe um dia a coisa melhora e até me inscrevo em aulas a sério, mas até lá vou praticando para que não assuste ninguém lá fora.

Daqui.

Comments

  1. Tudo isto me lembra, vagamente, aquelas coreografias dos filmes indianos. Vende o "ginásio" e vai aproveitar o ar livre. Nem que seja apenas caminhar.

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    1. Foi o que fiz hoje e soube-me muito bem, em vez de apanhar o metro. Dos filmes indianos nao me lembrei, ate porque elas eles estão sempre com um sorriso psicótico na cara...

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  2. Tenho montes de amigas a falarem disso há meses! Até era para ter ido fazer uma aula aberta, mas a mim, que não faço nada há montes de tempo, é que me dá uma ataque cardíaco... Mas ando com vontade, que eu adoro dançar! Qualquer musiquinha abano logo o pé, inevitável! :P Tem que ser com o degrau, é?

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    1. Eu até os jingles da rádio danço! Se vivesses mais perto, íamos as duas fazer figuras tristes para a mesma aula que ja encontrei um sítio!

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  3. Pois, isso era o que eu queria! Companhia para fazer a malta rir:P

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