Nirvana.


Não sou uma verdadeira fã dos Nirvana. Gosto muito do "Unplugged in New York", gravado pouco antes da morte de Kurt Cobain e lançado postumamente. Há uma série de factos, curiosidades e coincidências acerca deste concerto acústico........ que podem ler no wikipedia. Não é a minha função aqui andar a trocar de abas no browser para fazer copy paste. Mas posso dizer-vos que este é dos poucos álbuns que oiço de uma ponta à outra. Não sou fã das versões não acústicas de muitas músicas tocadas pelos Nirvana neste espectáculo e não tenho vergonha em admitir que algumas bandas e originais de covers que aparecem aqui não estão nem nunca estiveram nas minhas playlists. Mas gosto muito deste álbum, oiço-o de uma ponta à outra, sei quando Cobain tenta interagir com o público e quando agradece a quarta chávena de chá. Não duvido que os poucos sortudos presentes na plateia nem suspeitavam a sorte que lhes calhou naquele dia. A abordagem intimista deste álbum faz-me crer que Cobain tentava voltar às origens do grunge de garagem e exorcizar os demónios da fama e fortuna, o que todos sabemos não foi capaz de fazer. Mas como vos disse, não sou uma fã a sério nem vou estar aqui a debitar informação que podem encontrar noutros lugares. Posso, no entanto, dizer-vos que hoje vi a Courtney Love no filme sobre a vida de Larry Flynt e pensei "estás taco a taco com a Yoko Ono no que diz respeito às mulheres mais odiadas do mundo da música". Também posso dizer-vos que o grunge passou por mim como uma brisa. Os Pearl Jam nunca me disseram muito [excepto o álbum "Binaural" e especialmente a música "Light Years" e talvez inclua também o "Better Man" porque me foi dedicada pela mesma pessoa que trouxe os Pearl Jam à minha vida e se encarregou de os levar consigo] e do grunge apenas me ficaram umas imitações de Doc Martens que são duras como cornos e me acompanham desde os 17 anos, uma última camisa de flanela que a minha irmã se encarregou de desviar recentemente do meu armário e um cabelo que fica oleoso se em 48h não vir água e champô. Mas hoje estava aqui nos meus afazeres de domingo e enquanto fervia os legumes para a sopa e preparava uns bolinhos de abóbora, pus o Unplugged a tocar no youtube e ouvi-o de uma ponta à outra. Porque é esse o tipo de fã dos Nirvana que eu sou. O tipo de fã que não se preocupa em despejar factos e usar t-shirts sujas com bebés nadando atrás de notas de dólar. Que nunca colou um poster dos Nirvana no quarto nem suspirava pelas melenas louras e os olhos claros do Kurt Cobain. Sou do tipo de fã que ouve o álbum de uma ponta à outra enquanto as nabiças cozem com o feijão e canta a plenos pulmões o que vai apanhando das letras.


Não consigo escolher a minha preferida, fica esta para amostra porque gosto de o ouvir forçar a voz.

Comments

  1. Também gosto de ouvir e ponto final. Uma fã é aquela pessoa que devora toda a informação e segue o seu ídolo para todo o lado, não sou fã de ninguém. Beijinhos

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  2. Ui, basta-me dizer que gosto imenso de Grunge. Com os PJ à cabeça.

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    1. Também gosto, especialmente este álbum.

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  3. Percebo perfeitamente. Adoro esse álbum, ouvi-o várias vezes ao longo da minha vida e toco várias dessas músicas na minha guitarra.

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    1. Eu guitarra não sei tocar, fico-me por arranhar as letras. ;)

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