Crazy Cat Lady.


Às vezes olho para os meus gatos - e não querendo soar como a "Crazy Cat Lady dos Simpsons...

daqui
 ... penso que eles são uns sortudos, mas ainda mais serei eu. Não entendo as pessoas que, chegando a uma determinada idade, sentem que devem à sociedade, a sua reprodução. Sem estar preparadas para acordar a meio da noite com o som de alguém maldiposto, a vomitar, e que precisa da nossa atenção. Sem saber o que é prescindir das calças da moda para pagar a alimentação adequada e os cuidados de saúde necessários a quem nada pede. Ansiosos por contribuir para o tecido social com a parte que - julgam - lhes compete, não estão preparados para a entrega necessária. Não que gatos ou cães tenham de ser necessariamente o treino para noites mal dormidas ou gastos ilimitados, mas sem dúvida que nos obrigam a entrar nesse estado de espírito sempre alerta, sempre consciente, da realidade de quem depende e pouco mais pede em troca.

Estou a começar a deparar-me diariamente com esta realidade,

daqui
 ... e pergunto-me, novamente, onde errei para não sentir que faço parte deste movimento. Porque não sinto este chamamento que deveria surgir das minhas entranhas e que embate contra os meus mais domesticados instintos. Porque é que os meus gatos continuam a ser o suficiente e eu continuo a não esperar mais deles do que eles esperam de mim?...


Comments

  1. Minha querida, não penses dessa forma. O que interessa é tu seres feliz à tua maneira. Se sentes que não queres ter filhos, não tens. Não os vais fazer para fazer parte de uma qualquer estatística. Eu até há 1 ano e meio atrás dizia muito convictamente que não queria ter filhos, e pensei sinceramente que iria ser assim. Até que bateu aquela vontade, que não se sabe muito bem de onde vem, nem porquê, mas é uma vozinha que vem do mais profundo do nosso ser e nos faz perceber que estamos prontas para dar o tal passo. As dúvidas e questões mantêm-se, claro, o será que vou ser uma boa mãe? será que tenho capacidade para educar um ser que vai ser dependente de mim? Não será o mundo um sítio cruel e violento para uma criança? Mas a vontade de dar o tal passo é maior. Ou então não. Há quem seja feliz tendo filhos, e há quem seja feliz tendo gatos e cães. Mas é verdade que cuidar de animais como tu o fazes, é sem dúvida uma boa escola :)
    Não penses muito nisso, vive e sê feliz, se tiver de ser, o futuro assim o dirá :)

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  2. :) Não tens de te sentir errada por isso. Ter ou não ter filhos deveria ser uma opção tomada de consciência e não porque está na hora, ou porque estamos a ficar mais velhas ... Se estás feliz assim é o que importa e não o que os outros possam pensar ou sentir.
    Quando casei, a minha irmã deu-me um gato , um persa, O "lord Galileu " e para mim , mesmo depois de quase 12 anos e agora tendo eu 2 filhotes ele continua a ser o meu "menino" mais velho.
    Não deixes que isso te "tire o sono" ;)
    O universo conspira sempre a nosso favor!
    Beijinhos doces e um dia feliz!

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  3. Como eu te compreendo! Parece que me tiraste as palavras da boca!

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  4. Como eu te compreendo. Parece que me tiraste as palavras da boca!

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  5. Ainda não tenho filhos, mas já me sinto mãe com os meus gatinhos...até a minha mãe já os chama de netos! E se eu antes de os ter me ria dessa comparação, agora que fico com saudades deles quando estou fora de casa, que fico preocupada quando eles não comem ou miam de maneira diferente e que quando estou com eles só me apetece dar e receber mimos, já entendo este amor tão bem!

    Que importa se é aos 30, aos 40 ou se não é de todo? O que importa é ser feliz!
    E quem tem gatinhos tem momentos felizes todos os dias! ;)

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  6. Acho que vou chegar aos trinta e dizer o mesmo. Não consigo, nem por nada, imaginar em que altura da minha vida terei essa vontade. E adoro crianças, atenção, mas não imagino quando é que se dará o clique, dado o distanciamento que sinto do tema, para já. *

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