Receita para o fim de semana!


Desta vez não vou apelar aos vossos impulsos consumistas. O frio começa a descer, embora os dias estejam solarengos. Convidam a passeios, a reflexões, a meias quentinhas, a mantas no sofá, a gatos interesseiros no colo e a leituras com mais tempo. 

Sempre gostei muito de ler. Os livros compuseram o meu tema de conversa favorito desde que me lembro de aprender o alfabeto. Talvez tenha sido um pouco exagerada aqui, mas admitamos, não estou muito longe da verdade. Os livros permitiram-me sempre criar e habitar num mundo alternativo, onde me refugiava e que me estimulava bastante mais do que a realidade mundana e os seus problemas tacanhos. Por isso lia e quando me pediam para conversar, falava sobre o que lia. Extremamente sociável, como vêem. Por isso, posso dizer sem recear o cliché, que os livros foram dos meus melhores amigos ao crescer. E embora tenha lido muita coisa, faltam-me ler muitos livros importantes e escapa-se-me entre os dedos o tempo disponível para muitos mais.

Quando entrei na Faculdade as minhas prioridades alteraram-se. Como passava o dia a ler livros técnicos de Ciências Sociais, chegava à noite e só me apetecia ver uma série, relaxar os neurónios e dar umas gargalhadas antes de adormecer. Desde que arranjei uma televisão para o quarto que os livros foram ganhando mais pó na estante, de maneira que tenho de me esforçar para fazer o movimento contrário. Abrir um romance, um acto que me era tão natural, perdeu a sua força. Agora aproveito para ler nos transportes, para compensar o tempo perdido a ler na praia (novamente, o ser mais anti-social: enquanto os outros conversam ou jogam às cartas na areia, eu leio), na esplanada, quando não tenho nenhum episódio por ver. 

Este fim de semana vou sugerir-vos livros. Nestes dias mais curtos, em que sabe tão bem ficar por casa, porque não abrir um livro e viajar?...


Correcções, de Jonathan Franzen. O livro narra a história dos membros de uma família norte-americana, os seus desencontros e as suas expectativas. Num último Natal, tentam reunir-se todos à mesma mesa, ultrapassando diferenças e tentando ultrapassar os obstáculos que os separam. Estou a ler este livro há uns meses e acredito que seja dos melhores que já li. Só não o despachei ainda porque 520 páginas e as desculpas que apresentei acima me atrasam...


We Need to Talk About Kevin de Lionel Shriver (a minha review aqui). O melhor livro que li em 2012. Muito diferente do filme, mas fantástico.


To Kill a Mockinbird de Harper Lee. Tenho esta obra há demasiado tempo na cabeceira para ler. Conheço a história, sei que é excepcional. Não vi o filme, embora me tenham oferecido o DVD quando fiz 25 anos (entretanto perdi-o...). Ofereceram-me o livro quando fiz 27 ou 28 e também não li... Uma grande falha, eu sei.


Fast, fresh, simple de Donna Hay. Para alimentar o corpo e a mente... :)))


Comments

  1. Adorei as tuas escolhas. Faz um favor a ti mesma: lê o To Kill a Mockinbird do Harper Lee, assim que possas! Vale a pena...
    Já anotei as outras sugestões, não conhecia! Tirando a Donna Hay, claro, que está na minha wish list para este Natal!
    Beijinhos

    ReplyDelete
  2. Curioso, eu quando andava na faculdade também lia imensos livros técnicos de Ciências Sociais. (Tirei Sociologia!)
    Tenho outra dica sugestão: Júlio Verne! Tenho andado a ler as obras e tenho adorado. :)

    ______________________
    Ana Teles | blog: Telita na Cozinha

    ReplyDelete
  3. Adoro ler posts sobre livros, porque realmente é um prazer enorme ler. Fiquei bastante curiosa com o primeiro livro e em relação ao segundo vou mesmo comprar, visto que o filme foi um dos meus favoritos dos últimos tempos.

    ReplyDelete

Post a Comment

Popular Posts