Especial: Gatos.


Todas as fotografias que podem ver nesta publicação foram retiradas do meu instagram e representam os meus três gatos, especialmente a mais recente aquisição: Mademoiselle Carlota. De gata da rua gravemente doente com um herpes viral que lhe atacou o olho direito e a deixará para sempre com uma névoa e uma pupila eternamente retraída, hoje a Carlota habita no nosso t1 onde eu e o meu marido fomos, como seria de esperar, ultrapassados em número pelos felinos.
O olho especial da Maria Totinhas combina na perfeição com a filosofia cá de casa. Aqui todos temos uma história e carregamos as respectivas cicatrizes com orgulho. Ao fim e ao cabo, é apenas isso que nos torna especiais: o nosso percurso e as marcas que ele deixou em nós. Por vezes também gostamos de nos alegrar por termos sobrevivido aos maus momentos e de olhar para os vestígios deixados com uma sensação de vitória conquistada e de lição aprendida. Mas isso somos apenas nós a sermos nós mesmos.

Ao contrário de algumas pessoas que conheço e que se consideram a última Coca-Cola no deserto porque ajudam animais de rua, eu gosto de manter os pés bem assentes na terra. Para mim, deixar uma caixinha com comida e água a um cão ou gato, fazer um donativo e pagar as quotas da associação de protecção dos animais ou, em último caso, trazer para casa um gato que precisa urgentemente de um lar, não é nada do outro mundo. Não exijo aplausos nem ovações de pé. Para mim esta é a normalidade. Não me considero nada de especial por fazê-lo, apenas me surpreende que haja tanta gente que considere o amor pelos animais algo transcendental, tanto para o bom como para o mau.

A primeira vez que vi a Carlota, estava ela meio prostrada, de olhos fechados, miando como se pedisse ajuda. Era pouco mais do que um saco de ossos e lar para várias pulgas. A história da Carlota fez-se de várias visitas ao Hospital Veterinário do Restelo, um internamento, alguns sustos pelo caminho e a decisão última de ficar a viver connosco. As circunstâncias assim o ditaram e nós arranjámos um espaço para ela em nossa casa, depois de já ter conquistado um lugar nos nossos corações.
Os cuidados de saúde de que tem vindo a necessitar ainda não estão terminados, mas ficamos felizes por ter recuperado a visão do olho que, inicialmente, a veterinária, deu como perdido. Ao fim de várias semanas de quarentena e de muita supervisão, a Carlota já brinca com o seu irmão Forlán (o Che ainda não está convencido...), atira-se ao seu pescoço e, com o factor surpresa do seu lado, consegue derrubá-lo no chão. Às vezes corre ela atrás dele, outras corre ele atrás dela. Tiram a senha à vez. O Che observa, com pouca paciência para estes putos que o acordam a meio da quarta sesta do dia.

Não vou alongar-me em mais pormenores sobre os meus gatos, certamente que já estão saturados. Deixarei que as imagens falem por mim.

Há quem já durma.
É a sorte grande e a terminação!! Só falta aqui o ciumento que não pode com a gatinha nem pintada...

Carlota conhece Che. Che não gosta de Carlota. Carlota quer brincar com Che. Che e Carlota são iguaizinhos. E eu já tenho gatos repetidos.

Na fila da cantina (só faltam os tabuleiros)!

"É preciso exercitar corpo e mente, por isso agora vou tirar uns minutos ao meu dia para filosofar."
"Hoje só treinei peito e bíceps, peito e bíceps!!"


Vale sempre a pena. A Carlota há um mês atrás com 800g e hoje com 1,5kg, já sem dores e com a vista quase recuperada, num olho dado como perdido.

Morning cardio!

Terrorista. Sentada em cima das Crónicas do Lobo Antunes!

Comments

  1. opá que fofura ! :) eu tenho dois gatos cá em casa, ou melhor, os meus pais têm e eu tenho um coelhito, que adoro adoro adoro ! ahah é uma diversidade imensa por aqui, tirando a cadela, a tartaruga e todos os animais de criação.

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    1. também sou apologista da diversidade de espécies e só não tenho mais porque, sinceramente, não dá! mas já tive cães, coelhos, hamsters, peixes, periquitos... :))

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  2. Sinto que conheço já os teus gatos e tu bem sabes :) e sim, não sei se te disse, mas para mim és uma pessoa boa, por tudo o que fazes e como pensas e como os tratas. Go go Maria!!
    Um beijinho.
    (e mega festinha à Carlota, que é uma gatinha adorável e brincalhona)

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    1. Conheces os meus gatos porque eu sou uma abusadora que passa a vida a questionar-te sobre a sua saúde. Tu é que és uma pessoa boa, sem pretensões a ultima coca-cola no deserto, e sempre disposta a ajudar-me nas questões felinas. É uma sorte ter-te na minha vida :) os meninos e as meninas mandam turrinhas para a tia Ginja*

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  3. Emocionei-me no início do post mesmo já conhecendo um bocadinho dos teus miaus e assim continuei até acabar de ler e de ver as fotos (que já tinha visto "no outro lado")... Gateira é mesmo assim, não tem cura possível e ainda bem... Não consigo dizer mais nada a não ser desejar as maiores felicidades aos donos e aos peludos!

    Turrinhas da família felina feliz e festinhas minhas***

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  4. Acho que a Carlota teve a maior sorte da vida em cruzar-se com alguém como tu, assim como os teus dois outros filhotes. Não há mordidelas, mãos inchadas, saltos em cima de nós às 4h da manhã e pêlos em cada cantinho da casa que te demovam! :)
    E eu adooooro as fotos dos teus gatos, são todos lindos e parto-me a rir com eles! :P

    beijinhoos*

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