Savory granola (ou granola salgada).



Tinha esta receita guardada há meses. Encontrei-a já me esqueci como e quando nas minhas aventuras pela internet em busca de novos sabores. Guardei-a naquela pasta onde coexistem todas as receitas que gostaria de fazer e para as quais me escapa o tempo (e o estômago). Já cheguei à conclusão que, para comer tudo o que gostaria de cozinhar, teria de, pelo menos, almoçar três vezes e jantar mais quatro, todos os dias. Assim sendo, as receitas acumulam-se e algumas caem no esquecimento ou são descartadas por perderem o seu encanto inicial. Esta granola salgada, talvez por nunca a ter visto publicada sem ser na fonte original, estava guardada mas nunca foi esquecida. Todavia, lá chegou aquele dia em que finalmente a experimentei e adorei o resultado. Seguiu-se um desafio que me fizeram de fotografar com outra qualidade e quis tentar elevar a imagem ao nível da receita. Quando, finalmente, estava pronta para a partilhar convosco no blogue, a minha vida deu uma volta de 180º. Depois deu outra e mais outra. Eu fiquei meio zonza de tanto girar e demorei até assentar novamente os pés no chão, até que finalmente - semanas e semanas depois da data escolhida para publicar esta granola salgada que tão bem acompanha saladas e sopas como topping ou que serve como petisco mais saudável do que os que se compram no supermercado - consegui aqui chegar.

E o que se passou neste tempo todo? Como justificar esta ausência?



Por um lado, não me apetece dar justificações a ninguém. Não conheço 99,9% das pessoas que lêem o que escrevo. E mesmo de entre esses 0,1% que já tive o prazer de conhecer, nem todos foram encontros agradáveis.

Conheci por email princesas e os seus contos de fadas nos castelos, onde elas são sempre as heroínas e não são capazes de errar. Mesmo que errem e sejam umas idiotas com quem nunca deveria ter trocado duas linhas sequer.

Conheci as verdadeiras sofredoras da causa animal, porque tudo o resto é paisagem e só elas sofrem realmente pela bicharada. Mesmo que lhes falte inteligência suficiente para perceber que a vitimização constante e por sistema não é caminho que leve a lado nenhum.

Conheci plagiadoras como só esta internet sabe parir e que me dão imensa vontade de partilhar o que faço, escrevo e publico para depois ver replicado noutros lados. Mesmo que as considere umas tristes, continua a irritar-me quando estas coisas teimam em acontecer.

Conheci a falta de profissionalismo de supostas "chefes" e das suas lacaias, as quais se aproveitam da fama alheia para se projectarem. Mesmo que isso revele a falta de carácter e a fragilidade do trabalho de ambas as partes.

Conheci pessoalmente as autoras das fotografias bonitas, dos patrocínios a valer e dos encontros de bloggers para os quais as amadoras não são convidadas ("menina não entraaaa!!!..."). Mesmo que nunca me tenha interessado fazer parte dessa pandilha.

E depois conheci pessoas mesmo fixes, com quem quero partilhar as coisas boas e más que me aconteceram nas últimas semanas. Não digo nomes, como não disse acima, porque elas sabem quem são: as meninas que não se deixam ofuscar pela fama apesar do seu incalculável talento e de uma humildade que até a mim me deixa boquiaberta; as meninas que me ajudaram a mudar a minha mentalidade e que me fazem pensar duas vezes antes de encomendar frango no churrasco para o jantar; as meninas que estão lá longe em terras altas e frias e com nevoeiro, mas cujo coração se mantém sempre quente; as meninas com quem passo uma tarde bem passada às compras no Martim Moniz e com quem crio uma ligação imediata; as meninas que divulgam o meu trabalho porque estão nisto dos blogues para aprender e partilhar, não para roubar; as meninas que trabalham o dia todo e que mesmo assim arranjam tempo para nos mostrar o que de melhor cozinham para as suas famílias; e os meninos - que com gajos sempre me dei melhor - que não entram em guerras sujas e que me fazem sempre rir.

Algumas destas pessoas já fazem parte da minha vida. Já sabem que finalmente estou a trabalhar na minha área; que os meus gatos estão doentes à vez e que nunca mais ficam bons; que ando tão cansada que nem me tenho em pé depois das dez da noite. Porém, essas pessoas não sabem ainda que ao domingo me enfio na cozinha e preparo as refeições da próxima semana e que, como sou um nadinha obsessivo-compulsiva, as organizo logo em tupperwares. Que sopa nunca falta e que abundam as refeições vegetarianas. Que gostava de partilhar essas receitas com todas essas pessoas, mas que muitas vezes não o faço porque acho que as fotografias nunca serão apelativas e, neste meio competitivo, uma imagem vale mal do que mil palavras. Mesmo que a refeição saiba a estuque, o que importa é que a fotografia seja BÓNITA.

Elas ainda não sabem também que a coordenadora do projecto onde estou envolvida me tira do sério. Que corrige tudo até à última vírgula, que tem um QI de Forrest Gump (ou de funcionária pública?... vá, atirem lá as pedras que eu desvio-me!!!), que não conhece o sentido de produtividade, que tem de dar o seu aval a todo e qualquer peidinho, que é a pessoa mais passivo-agressiva e anal que já conheci, ao ponto de ocupar todo o esfíncter também (a sério, quantos blogues ditos de culinária usam as palavras "peidinho", "anal" e "esfíncter" tudo na mesma frase?!). Que há mais uma pessoa na mesma investigação, cujo braço esquerdo está coberto de cicatrizes paralelas de quem não soube lidar com a vida e se entreteve a fazer recortes. E eu a pensar que finalmente ia aterrar na minha saudosa Antropologia e aterrei num antro de malucos?... 

Mas isso não quero partilhar com aquela comunidade cheia de áreas cinzentas. Não quero partilhar com quem pode estar aí desse lado e que eu preferia que não estivesse. Este blogue teve uma vida e um propósito e agora, por força das circunstâncias, não tem muito mais razão de ser. Não guardo histórias nem eventos: guardo momentos, bons e maus. E espero saber quando devo colocar um ponto final. Não faz sentido ter um blogue para me questionar íntima ou publicamente porque o mantenho. Há mais duas receitas no prelo e, quem sabe, haverão mais. Mas se calhar também não as existirão. Porque isto não é um blogue de culinária, porque nunca quis que o fosse, porque eu não sei tirar fotografias que dão vontade de lamber o monitor e porque não tenho tempo para me ocupar com indecisões. Chegou o tempo de agir. E a maturidade diz-me que algo já mudou e eu só teimo em não o querer aceitar. Custa deixa ir aquilo que nos fez feliz, tal como não queremos desembaraçar-nos, por teimosia, daquilo que já não faz sentido existir. Digo eu, que só sei que nada sei.

Até chegar toda a maturidade a que os meus 31 anos me dão direito... aproveitem e façam esta granola salgada. É diferente, não é consensual e provavelmente não agradará a todos, mas está cá e fez sucesso entre aqueles que sabem apreciar as pequenas coisas da vida.

É uma granola assim como eu sou. 



~ Ingredientes ~

receita adaptada de The Kitchn

1 cup flocos de aveia 
1/2 cup côco ralado
1/4 amendoim tostado
1/4 cup sementes de girassol
1 colher de café de caril em pó
1 colher de café de cebola em pó 
1 colher de café alho em pó 
1 clara de ovo L
2 colheres de chá de molho inglês 
1/4 cup de óleo de côco (em estado líquido)


Ligar o forno nos 150º e forrar um tabuleiro com papel vegetal. Numa tigela grande misturar todos os ingredientes secos. Juntar os líquidos e mexer bem até que estejam todos incorporados. Colocar esta mistura no tabuleiro, bem espalhada, e levar ao forno. Passados 10m mexer bem com uma colher de pau. Colocar mais 10m. Voltar a mexer. Colocar mais 5m, repetir o processo até que a granola esteja bem tostada e crocante (no meu forno demorou 30m). Servir como topping de sopas, saladas ou petiscar como snack.


tempo de preparação: 40m
dificuldade: *
vegetariana: sim
para crianças: sim 
ingredientes principais: flocos de aveia

Comments

  1. :-) :-) :-) (pelo parágrafo das boas meninas). A receita é fantástica, dá vontade de experimentar! Se deixares de publicar no blogue é pena, porque gosto sempre de te ler, mas compreendo as motivações.

    Chefes obsessivo-compulsivas é do pior que pode haver!!! Mas pelo menos o trabalho é interessante, certo? (espero!)

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    1. eu sabia que não valia a pena escrever nomes! ;)

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  2. "Mesmo que a refeição saiba a estuque, o que importa é que a fotografia seja BÓNITA." ... só posso dizer que adorei cada palavra!

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    1. fico feliz, haja alguém que me entenda! ;)

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  3. Enquanto lia o teu texto, pensava "é mesmo isto", porque me revejo em muito do que dizes.
    Nem imaginas as vezes que penso nesta teia de blogues em que me movo e em como muitas coisas são fúteis, desinteressantes, dissimuladas e até perversas...
    A granola é a cara da minha filha, ainda roubo a receita.
    Bjns
    Isabel

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    1. ah, rouba à vontade. com esse tipo de roubos posso eu bem ;)
      e mesmo que no meio dos blogues haja muita podridão... há também muita coisa boa, não há? só pelos comentários que me deixaram, já dá para ver. imagino os que não escreveram, as coisas simpáticas que ficaram por dizer... ehehe!
      beijinho

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  4. ontem à tarde deixei aqui um comentário. :(
    Se o chegaste a ler não o repito. Beijinhos e mais uma vez esta granola hm.. (repito apenas a pergunta, como substituir o ovo?)

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    1. Nao recebi nenhum comentário teu. Podes repetí-lo? Nao sei que se passou...

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    2. oh... pensei que tivesses apagado porque poderia ter dado "informações" a mais... Não me lembro das palavras exactas mas aproveito e ate faço um comentário mais completo.
      Esta granola na sopa parece-me excelente ideia! Sempre que faço um creme de legumes penso que falta sempre qualquer coisa! (e como qualquer portuguesa, bá de buscar o pãum!). Como substituirias o ovo? Já estou a salivar!! :P

      Quanto à blogosfera, como sou uma mui pequena blogger (que nem essa nominação tenho de certeza!) e por isso até à data as pessoas que conheci tenho adorado! Tenho pena que no almoço no Terra eu, para além de estar apertada de tempo para ir trabalhar, estava também super rouca! Espero não me ter portado muito mal! ;) Kidding! Enfim, os blogs para muitos servem para serem aquilo que não conseguem ser na vida real. E por isso, iludimo-nos pelas palavras e depois, quando chega o momento.. ups!
      Tenho uma certa inveja dos blogs com fotografias bonitas, não porque as quero para mim, mas porque.. porra... tantas horas a fotografar e a tentar perceber uma máquina fotográfica e as minhas ficam todas feias pá! Isso não se faz. Mas percebo.. as fotografias bonitas fazem parte também dessa ilusão. Acho que as menos tcharam são bonitas também, porque o tosco é também real (será que me estou a perder no raciocinio?) Enfim...
      Posso não comentar todos os posts (aliás.. comento quando finalmente faço qualquer coisa no meu blog, não para puxar comentários, mas é porque estou com vontade de escrever e aproveito a onda... Pergunta á Not Guilty! Tadinha... que da última vez teve uma série de coments da minha parte.. eheheh) mas leio o teu blog com frequencia, com ou sem carne, e gosto de cá voltar.
      É uma decisão tua claro... mas... não deixes de escrever!!
      Quanto à investigação (que foi o que me levou a pensar que se calhar tinhas apagado o comentário) se calhar estamos no mesmo edificio... Eu há uns poucos anos também participei num projecto de investigação na área da musicologia (3º andar)... este ano voltei lá para ver se finalmente termino o mestrado! Presumo que no que diz respeito à investigação a corja seja toda a mesma... Fo*ei-vos uns aos outros. Na musicologia infelizmente também é assim, há os da etnomusicologia, há os da musicologia histórica e quase que nem se podem ver uns à frente, portanto toca de apanhar tudo o que se puder e nada de partilhar! Que, se der para comprometer o trabalho do próximo, fico muito contente! E gente no poder sem saber sequer como varrer o chão enfim..

      Espero que os teus gatos estejam a recuperar bem e força nisso!

      Beijinhos

      Aislin (Carla)

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    3. desculpa a resposta tardia, carla, só hoje consegui vir aqui com tempo.
      em primeiro lugar, não acredito que estejamos no mesmo edifício... depois envio-te um email a dizer exactamente onde trabalho, para não ficar aqui registado publicamente. mas concordo contigo que a academia é podre, não tenho grande vontade de para lá voltar... mas por outro lado gosto mt de antropologia - gosto mesmo, bolas! - e maus ambientes existem em todo o lado. há que saber relativizar e proteger-nos das situações menos agradáveis.
      não sei qual a melhor maneira de aqui substituir o ovo, ou se haverá... experimenta com a mistura de linhaça ou chia com água morna, como costumas fazer, porque a ideia aqui é criar um aglomerante. depois diz-me como ficou.
      beijinhos e coragem ;)

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  5. E depois de muito escrever o blogger fez tábua rasa das minhas palavras, mas não desisto: Se já no dia a dia as aparências têm mais protagonismo que o devido, mais depressa isso acontece quando estamos protegidos pela distância de um teclado e um ecrãn de computador...infelizmente. As tuas palavras vêm ao encontro de muitas das reflexões que me passam pela cabeça quando penso no mundo da net, nomeadamente e especialmente das redes sociais, onde tudo é belo e bonito, sabendo nós que...não é assim. Por isso às vezes gosto de falar, no blog, da imperfeição. Faz-me sentir mais gente, mais humana, mais verdadeira para quem por lá passa. Mesmo que deixes de comentar por aqui, ou o faças com menos frequência, eu por cá estarei para te "roubar" uma ou outra receita, pode ser? Esta granola levo-a já comigo!
    Beijinhos grandes,
    Carla

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    1. e agora foi o blogger que anulou a minha resposta ao teu comentário... tinha começado por referir e agradecer a vossa "teimosia" face à falta de eficiência do blogger... seja como for, dizia eu que às vezes me irrito com algumas coisas por aqui, tal como me irrito com outras que me acontecem, às quais se calhar nem valeria a pena dar muita importância. nesse sentido, o blogue tem sido uma mais valia, porque escrever ajuda-me a ganhar perspectiva.
      e podes roubar as receitas todas que te apetecer, desse tipo de pilhagem não me queixo eu nunca! ;)
      beijinho

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  6. Achei interessante esta granola salgada...

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    1. obrigada, susana, espero que a experimentes e que gostes tanto como nós.

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  7. Das vezes que estive contigo adorei! ehehe
    Fazes bem, nao tens de justificar.
    LOOOOOOOOL plagiadoras.. conheco muitas! Ai Maria! Tu es d+! Pandilha ? ihihihi. Adoro a tua atitude!! Tenho consumido granola por acaso, mas nao e homemade.
    Eu vou continuar aqui deste lado a cuscar as tuas partilhas !!Adorei o post e a receita hihih. Deixas me partilhar ?

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    1. já vi que partilhaste esta publicação! espero que experimentes a receita, de certeza que vais adorar.
      também gostei muito de estar contigo e de te ter cá em casa. és uma rapariga generosa e com um grande coração, daí que te tenha mencionado no post também! ;)
      beiinhos

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  8. Um post "à Maria". :)
    Só hoje o vi e acho que consegui sentir a intensidade de cada frase, de cada opinião.
    Quando me meti nisto, meti igualmente na minha cabeça que o estava a fazer por mim e para mim em 1º lugar, e que por isso mesmo não me ia deixar influenciar, entristecer, irritar, perturbar, por nada que daqui adviesse... Isto é um prazeroso hobby, um espaço do bem e para o bem e onde tenho de me sentir como quero... a aprender e a partilhar o que gosto!
    Enquanto o continuares a fazer, Maria, acredito que tudo esteja bem :) Como esta excelente partilha, Granola Salgada. Desconhecia completamente e, apaixonada como sou por granola, adorei conhecer.
    Em relação às fotos é aquela coisa... Confesso-me apaixonada pelas que nos fazem apetecer lamber o ecrã. Mesmo que não me seja possível lá chegar, é um trabalho que admiro imenso.
    Em relação à comida saber a estuque, nunca me aconteceu mas... ainda vou tentar :D (adorei esta!)
    Muitos Parabéns pelo emprego e que corra tudo bem!!!

    Bjinhos

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    1. o blogger apagou novamente o meu comentário! não há condições!!
      resumindo, ainda bem que gostaste da receita e do que escrevi. como dizia abaixo, o blogue tem primeiro de me agradar a mim e, nesta fase, nãoo está a conseguir fazê-lo. o que vem de mau, nem sempre é assim tão fácil de evitar que me irrite. e quanto ao estuque, não sei se sabe ou não, mas sei que há por aí muita gente a sobre-compensar! ;)
      beijinho

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  9. O teu post dá mesmo que pensar e falar, mas disso já falamos nós!
    Eu gostei mesmo muito de te conhecer, naquele dia de sol, a ti e aos teus gatos, apesar de um deles ter sido só de fugida.
    Eu fiquei mesmo contente por estares na tua área (que como sabes convivo com um senhor da mesma e bem sei como é difícil), fico menos contente por saber que vais estar menos no blog, mas a vida muda, tudo muda, e tu fazes o que achas melhor.
    Esta granola!! O que falamos dela e me apeteceu petiscar. Cá está ela, e apesar de dizeres isso das fotos, eu gostei e fiquei com vontade de lamber :) petisco do bom Maria!!
    Um beijinho.

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    1. esta publicação é fruto de muita reflexão e de várias conversas que tive contigo e com outras pessoas. é engraçado reparar que mais gente parece sentir o mesmo, não é? e no entanto, fazemos todos parte desta rede...
      vou tentar estar no blogue, a sério, sempre que me for possível. se não for para ser a sério, ou se for só para me irritar, não contem comigo. sobre o resto, já falámos ;)
      ps - acho engraçado que tenhas referido o gato que conheceste de fugida, tendo em conta que ele é dificil de não ver! ahah!
      beijinho

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  10. Eh lá, zangada?

    As tuas fotos têm sempre bom ar e apelam a experimentar a sugestão. Revejo-me em muitas das tuas palavras mas um blog é algo que deves fazer para ti, somente.

    Gostei muito da sugestão da granola!

    ______________________
    Ana Teles | blog: Telita na Cozinha

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    1. Sinceramente não concordo que um blogue seja algo que façamos "para nós". Se assim fosse, nesse caso chamar-se-ia "diário" ou "caderno de receitas". Um blogue, por norma, é público e transcende bastante a esfera pessoal. Se fosse para fazer algo para mim, não tinha um blogue, por isso é natural que me questione sobre a razão dele existir e se ainda faz sentido tendo em conta que este blogue - ainda - tem leitores. E existindo algo a que chamamos de "blogosfera", é lógico para mim que não pense no meu blogue como uma ilha isolada, mas algo que existe em rede, caso contrário o conceito de partilha também deixaria de fazer sentido. Seja como for, nunca tendo querido com este blogue ter reconhecimento estratosférico, o mais importante é que ele me agrade, primeiro, a mim. E eu já deixei de ficar satisfeita com as fotografias que publicava no início (porque também acho que um blogue com fotografias pouco apelativas não me leva a experimentar as receitas, em muitos casos), bem como com pequenas coisas que no início não me incomodavam tanto.

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    2. Era por aí o que eu queria dizer com o blog é para nós. Claro que é um espaço público, se assim o entenderes, mas deves criá-lo primeiro para te agradar a ti e colocares aquilo que te apetece.
      Noutro dia, falei sobre as más fotos em blogs de culinária. Provavelmente, ofendi algumas pessoas mas espero que não porque a minha perspectiva da crítica era construtiva. Se quiseres ler: http://www.telitanacozinha.net/2014/11/tomate-seco-desidratado.html

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  11. Gosto muito dessa granola, vou tentar fazer sem o ovo a ver se sai alguma coisa de jeito! :)

    Os blogs podem trazer alguns dissabores, já percebi isso, mas pensa no que ganhaste com ele! Eu já aprendi tanto e conheci tantas pessoas de quem gosto à séria através desta comunidade que tudo o resto se torna secundário. E fico feliz por ter ajudado a mudar algo na tua forma de pensar no que é, ou não, comida. Nem que tenha sido só um bocadinho, já me deixa mesmo feliz! :) (Mas como sabes o meu objectivo é converter o Mundo, tu és só a minha primeira pupila! :P)

    Olha e nao gozes com o Forrest Gump tá, olha que rico ele ficou com o negócio dele! :P

    BEIJOO*

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    1. O que disse à Aisin foi para experimentar trocar o ovo por chia com água morna a ver se o resultado fica parecido. Na prática o objectivo que se pretende é só mesmo o de aglomerar os ingredientes, por isso deve funcionar. Mas se calhar esperavas que ela fizesse primeiro, só naquela! ;)
      Sim, as coisas boas são o que me fez continuar... para além dos dissabores que posso vir a causar às "Coisas Más". Olha que rica alcunha lhes arranjámos agora! Ahahah!!
      Beijinhos e bom ano!*

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  12. Por acaso tenho pena de ter conhecido este blog já fora do seu apogeu :( Cheguei a ler alguns posts antigos, mas não é a mesma coisa, é sempre mais giro ler posts atuais.
    Eu para comer tudo o que queria experimentar cozinhar tinha de comer 5 sobremesas por dia, mas ficava sem almoçar nem jantar ;) hahaha
    Concordo com a maior parte dos «clássicos» de gente-com-a-mania (a mais, que toda a gente tem um bocado :P ). Mas aqui não há maus nem bons, um problema do que é relativo :P
    Também acho que nos blogs de cozinha há muita... Nem sei explicar bem. Uma espécie de auto-promoção exagerada. Quero dizer, é suposto os blogs serem para partilhar coisas e apreendê-las, não comentar o mais rápido possível para não perder tempo mas, ainda assim, ganhar mais seguidores. O objetivo acaba por perder-se algures.
    Por acaso há gente com uma humildade maravilhosa (sem ironia). Ninguém consegue forçar humildade, e é por isso que às vezes se torna muito bonito e natural, sem a mesquinhez a que uma pessoa está habituada. Tenho reparado bem nisso :)
    As fotografias são uma coisa irritante, principalmente com a quantidade de gente que há a tirá-las maravilhosamente bem :P Mas muitas vezes os blogs com fotos estrondosas têm falta de conteúdo, às vezes torna-se desinteressante e impessoal. Nem sempre, no entanto, e umas fotografias giras acabam sempre por ficar bem :D
    Não te vou dizer para manteres o blog, que é uma escolha tua, mas gostava que o mantivesses :)

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    1. Oh não digas isso, sabemos lá nós quando será o apogeu ou se já foi. Gosto sempre de pensar que o melhor ainda está para vir! Sim, vou manter o blogue, ainda não me parece que tenha chegado a altura de interrompê-lo. Se calhar, quando o fizer, não aviso! Ahaha!
      Obrigada por gostares e por continuares por aí.
      Beijinhos

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  13. Gostei da ideia da granola salgada, imagino-a a animar as minhas saladas ou a dar crocância aos meus legumes salteados.
    Mas gostei ainda mais das tuas palavras sobre o trabalho, chefias e os blogueres em geral. Faço minhas as tuas palavras e complemento: Muitos blogs aparecem apenas servir de ponto partida para algum projecto específico e depois continuam em lume brando ou desaparecem completamente. Comenta-se desenfreadamente para chamar a atenção e receber comentários de volta, e plagia-se de forma descarada ou ainda pior de forma sonsa, como se o facto de mudar de alecrim para tomilho fosse uma ideia genial e tornasse sua a ideia de outra pessoa. Enfim tanta coisa para ser dita... Mas também há por aí muita gente boa, que partilha o que faz de forma desisteressada e que mesmo sem fotos extraordinárias consegue cativar. Por fim, algo que precisa de uma abordagem séria é a cena das marcas, que me anda a atormentar faz tempo, que precisa de umas verdades, mas que nem sei por onde começar, pois eu própria caí nessa teia e agora ando às voltas para me livrar dela. É que ao princípio é fixe receber coisas, sentimo-nos importantes, mas depois começam os pedidos de posts em troca de um pacote de qualquer coisa e quando a resposta não é imediata passam de pedido a exigência. Termino dizendo-te o que costumo dizer para mim própria, um blog só faz sentido se te fizer feliz, e só cada um de nós é que sabe (ou não) o que nos faz bem ;)

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  14. Como já te tinha dito pelo instagram, gostei bastante do teu comentário. É bom ver que há pessoas por aí que não se deixam deslumbrar e que não só percebem, como acrescentam ao que escrevi. A questão das marcas já me ultrapassa um bocado porque já me chateei a sério com isso e resolvi afastar a maioria do blogue. Houve em tempos um passatempo que realizei e cujos vencedores não chegaram a receber os prémios, a situação arrastou-se durantes meses com vários emails trocados e expectativas defraudadas. Foi uma vergonha.
    Eu levo muito a sério a questão dos patrocinadores, tanto é que nunca usei nada aqui sem que referisse que me foi oferecido e cheguei mesmo a pagar do meu bolso por produtos para substituir aqueles que usei quando as receitas não funcionaram e queria deixar um contributo que valesse a pena. Não é só receber e receber, há que dar algo em troca... Acho que o que falta aqui é uma legislação, como há no Brasil, por exemplo: as pessoas deveriam, por lei, ser obrigadas a referir os patrocínios para que os leitores não se sintam defraudados. Há por aí tanto blogue que recebe bem mais do que amostras e não refere como adquiriu os produtos. Para mim, isso é uma espécie de fraude. Até acredito que os testemunhos sejam fidedignos, mas se não há nada a esconder, porque o fazem? E porque não ganhar dinheiro com o blogue? Dá trabalho, se for algo com que ambas as partes concordem... Não é "ah e tal tropecei nesta panela ou nesta loiça ou neste rímel e publiquei aqui no blogue e é o melhor do mundo!..." E as marcas também devem ser claras em relação ao que pedem: mandam muitas vezes uma treta qualquer e já vêm pedir isto e aquilo. Então e a pesquisa da receita, o trabalho que dá fazer e publicar, isso não é contabilizado? No entanto, por cada uma que se recusa a fazer as coisas de uma determinada maneira, há duas que dizem que sim a tudo...
    Mas pronto, com o tempo separa-se o trigo do joio com facilidade, e não apenas na questão das marcas. Há que saber aceitar que há bom e mau e até que ponto estaremos dispostas a lidar com isso. De resto, intrigas e grupetas não me chateiam, não esperem é que faça parte delas. ;)
    Beijinhos e até breve!*

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